Museu Mineiro
Museu Mineiro recebe a mostra “Tempo” da  artista plástica Betânia Silveira

Museu Mineiro recebe a mostra “Tempo” da artista plástica Betânia Silveira

O Museu Mineiro recebe a mostra “Tempo” da artista plástica Betânia Silveira que ficará em exibição na Galeria de Exposições Temporárias I,  de 17 de maio a 8 de julho de 2018. Entrada Gratuita.

Betânia Silveira construiu sua trajetória profissional e acadêmica direcionada às artes, com ênfase em cerâmica, escultura, instalação e multimídia. Explora materiais recolhidos da natureza: plantas mortas ou em processo de descarte, argila, ar e calor para liquefazer o minério e dar forma a sua obra.

As obras que irão compor o acervo da exposição são resultado de uma pesquisa plástica densa, profunda e particular, que vem sendo desenvolvida pela artista há mais de uma década. Betânia apropria-se de tramas vegetais encontradas prontas e raízes que geram outras urdiduras, resultando em objetos de cerâmica cujos entrelaçados realizam percursos orgânicos e caóticos, desenhos tridimensionais que constroem volumes, pontes de ar em caminhos de pedra, como a própria artista define o seu trabalho.

Sobre o título dado a exposição, Betânia explica que “O tempo é para este projeto o elemento constante que age sobre todas as formas. É o tempo da minha existência que propicia deleites e dor, o tempo da matéria viva que morre e é recolhida, é o tempo de preparação do barro e da forma, tempo de modelagem, tempo de secagem, o tempo da argila que se transforma fisico-quimicamente e o do fogo que lentamente ganha potência e, na mesma intensidade, consome materiais e realiza outras materialidades”.

Durante o período da mostra os visitantes interessados em se aprofundar um pouco mais, poderão desfrutar de visitas mediadas ofertadas pelo Programa de Educação do Museu Mineiro. A mostra Tempo tem entrada gratuita e ficará em exibição até o dia 8 de julho de 2018.

SOBRE A ARTISTA

Maria Betânia Silveira – É artista plástica e professora de cerâmica desde 1988. Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1982), Especialização em Cerâmica pela Universidade de Passo Fundo, RS ( 1996), Mestrado em Artes pela Universidade de São Paulo, ECA/USP (2006) e Doutorado em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis (2014). É professora no Curso de Artes Plásticas da Escola Guignard, Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG – desde 2014. Ministrou aula, por seis anos, até 2011, no Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina, nos cursos de bacharelado e licenciatura em Artes Visuais, em Florianópolis. Atuou, por doze anos, como orientadora da oficina de cerâmica do Departamento Artístico Cultural da Universidade Federal de Santa Catarina, em cursos de extensão e, igualmente, na Oficina de Cerâmica do Centro Integrado de Cultura (CIC), ambos em Florianópolis. desenvolve pesquisa na área de Artes, com ênfase no campo da tridimensionalidade, através de experiências com a cerâmica, outros materiais moldáveis, vídeo , fotografia, multimídia e performance. Participou de várias exposições coletivas e individuais em instituições e galerias do Brasil e exterior.

Local:  Museu Mineiro - Galeria de Exposições Temporárias I

Av. João Pinheiro, n. 342 – Belo Horizonte – Minas Gerais

Período exposição: 17 de maio a 8 de julho de 2018

Horário de Visitação: Terça, Quarta e Sexta – de 10h às 19h | Quinta – de 12h às 21h| Sábado, domingo e feriado – de 12h às 19h

ENTRADA GRATUITA 

Museu Mineiro recebe a exposição Marcelo Lago – Esculturas

Museu Mineiro recebe a exposição Marcelo Lago – Esculturas

O Museu Mineiro recebe pela primeira vez obras do escultor fluminense Marcelo Corrêa do Lago, que comemora, em 2018, 35 anos de carreira. A mostra Marcelo Lago – Esculturas será inaugurada no dia 10 de maio e ficará em exibição na Galeria   de Exposições II do Atrium até o dia 9 de agosto de 2018.

Marcelo Lago tem uma trajetória dinâmica e inventiva, atuou como gestor cultural em diversas instituições, é professor de escultura contemporânea, curador e, como artista, possui uma sólida investigação no processo escultórico. Suas obras passeiam por temas políticos e autobiográficos, que se relacionam com a pesquisa sobre a materialidade e temporalidade dos objetos. Explora materiais como o cimento, fibra de vidro, PVC e tinta automotiva com os quais constrói  composições e assemblages em narrativas híbridas.

Entusiasmado por apresentar suas obras ao público mineiro, Marcelo Lago trará a Belo Horizonte uma amostra de seu acervo pessoal que expressa a diversidade de materiais e ideias trabalhados por ele ao longo de sua carreira. São séries como a intitulada “Intervenções Cromáticas”, que tem como destaque a obra “Poema Paralelo em Azul” (1995), que explora a combinação de elementos bidimensionais e tridimensionais, em cores e formas. Ao todo, a mostra será composta por três instalações, duas esculturas de médio porte e uma escultura interativa, que promete convocar o visitante à participação.

Durante o período da mostra os visitantes interessados em se aprofundar um pouco mais, poderão desfrutar de visitas mediadas ofertadas pelo Programa de Educação do Museu Mineiro. A mostra Marcelo Lago – Esculturas tem entrada gratuita e ficará em exibição até o dia 9 de agosto de 2018.

SOBRE O ARTISTA:

Marcelo Corrêa do Lago (1958) – Escultor fluminense, mora e trabalha em Petrópolis desde 1984, onde além do atelier, desenvolve atividades como professor de escultura contemporânea, curador e produtor cultural. Estudou no Parque Lage com Celeida Tostes e Cláudio Kuperman, e no Atelier de Escultura do Ingá com Haroldo Barroso e Alair Gomes. Participou também de grupo de estudos com Paulo Garcez. Criou e dirigiu o Atelier Livre de Petrópolis em 1989, um espaço dinâmico de criação, educação e divulgação da arte contemporânea, que reeditou em 2014 com o apoio da Prefeitura Municipal de Petrópolis. Com cursos, workshops e exposições, o evento contou com grandes nomes das artes plásticas brasileiras. Participou da icônica exposição “Como Vai Você Geração 80?”, na EVA do Parque Laje no Rio de Janeiro. Suas peças integram-se à paisagem urbana, como “Intervenção Vermelha”, grande tubo de aço pintado que durante oito anos “abraçou” toda a fachada da Casa de Cultura Laura Alvim, na praia de Ipanema, ou o “Grande Painel Azul” que foi feito para sua primeira exposição no Paço Imperial no Rio de Janeiro. Tem trabalhos também no jardim da PUC Rio, na Praça Paris, Centro do Rio e no metrô Barra Funda, em São Paulo. O artista já participou de exposições no Museu da Republica, MAM, Centro Cultural Hélio Oiticica, Museu de Belas Artes, entre outros.

Local: Atrium – Galeria de Exposições Temporárias II

Museu Mineiro, Av. João Pinheiro, n. 342 – Belo Horizonte – Minas Gerais

Período exposição: 11 de maio a 9 de agosto de 2018

Horário de Visitação: Terça, Quarta e Sexta – de 10h às 19h | Quinta – de 12h às 21h| Sábado, domingo e feriado – de 12h às 19h

ENTRADA GRATUITA 

Museu Mineiro recebe a mostra “Catas Altas do Matto Dentro – Minas Geraes”, de Fatima Pinto Coelho

Museu Mineiro recebe a mostra “Catas Altas do Matto Dentro – Minas Geraes”, de Fatima Pinto Coelho

O Museu Mineiro realizará, em 15 de março (quinta-feira), às 19h, lançamento conjunto do livro de poesia e da instalação intitulados Catas Altas do Matto Dentro – Minas Geraes, da artista e escritora Fatima Pinto Coelho.

O livro conjuga poesia, desenho e fotografia para uma recuperação da paisagem física e humana de um pequeno povoado do Quadrilátero Ferrífero arruinado pela mineração. Catas Altas, fundada no pé da Serra do Caraça durante o ciclo do ouro, é o eixo em torno do qual se organizam as duas partes da obra.

A primeira parte é composta por poemas escritos por Fatima Pinto Coelho como artista integrante da “Equipe da Serra”, coletivo que participou da XIV Bienal Internacional de São Paulo (1977). Os textos foram escritos nos anos 1970, quando a autora revisitou a cidade que havia conhecido como menina vinte anos antes, e entrelaçam abusca da história afetiva e familiar em Catas Altascom o estado de abandono do município.

A segunda parte foi escrita nos últimos anos, quando Fatima Pinto Coelho retoma o olhar crítico sobre a cidade, repaginada agora como destino turístico da Estrada Real. Os poemas são perpassados por uma inquietação que se torna premonitória: quando o livro estava quase pronto, o rompimento da barragem de Fundão, no município vizinho de Mariana, transforma o entorno da Serra do Caraça no epicentro do que vem sendo considerado o maior desastre ambiental da história do Brasil.

A mostra  segue a divisão do livro. Já na entrada, o espectador será recebido por uma potente instalação composta por um catre disposto sobre um tabuado de madeira, peças típicas do mobiliário mineiro. Nesse “ambiente doméstico” dorme sobre a cama, inerte, um grande volume de minério de ferro bruto.

Uma vitrine exibirá um conjunto de documentos: fotos de época, a carta redigida por Pedro Nava, o catálogo da Bienal de São Paulo e uma coleção de espelhos de fechaduras. A expografia está estruturada de forma a permitir ao público presente o avanço e recuo no tempo de exploração mineral, por meio de narrativas memorialísticas das catas altas, traduzidas em uma potente conjugação de textos e imagens.

A mostra Catas Altas do Matto Dentro – Minas Geraes tem entrada gratuita e ficará em exibição na Sala de Exposições Temporárias I de 16 de março a 8 de maio de 2018.

SOBRE A ARTISTA

FATIMA PINTO COELHO – Nasceu em Belo Horizonte em 1951. Formou-se em Belas Artes na Escola Guignard em 1975, com especialização em escultura. No mesmo ano, cursou estudos pedagógicos na Faculdade de Educação da UFMG.  Participou da Bienal Internacional de São Paulo em 1977 com o trabalho Catas Altas do Matto Dentro – Minas Geraes. Trabalhou com Arte-Educação de 1971 até 1999.

Fundou e dirigiu a Galeria de Arte Gesto Gráfico, a primeira galeria de arte contemporânea do estado de Minas Gerais, de 1980 até 2009. Realizou a primeira exposição de esculturas de Amilcar de Castro no Brasil, em 1980, seguida por outras três exposições individuais do artista. Trouxe para Minas Gerais artistas consagrados como Franz Weissmann, Tomie Ohtake e Arthur Luiz Piza.

Lançou para o público mineiro grandes nomes das gerações 80 e 90 como Leonilson, Ana Horta, Emmanuel Nassar, Daniel Senise e Nuno Ramos. Atualmente mora e trabalha em Nova Lima, onde mantém um Escritório de Arte e prepara seu próximo livro.

 

Museu Mineiro recebe exposição  Fátima Pena – Aquarelas Belo Horizonte

Museu Mineiro recebe exposição Fátima Pena – Aquarelas Belo Horizonte

O Museu Mineiro inaugura no dia 1º de março de 2018, às 19 horas, a mostra Fátima Pena – Aquarelas Belo Horizonte. Trabalhos em aquarelas e bicos de pena, realizados ao longo de décadas, são objeto dessa mostra, que comemora os 120 anos de Belo Horizonte. A exposição tem entrada gratuita e ficará aberta a visitação de 2 de março a 1º de maio de 2018, na Galeria de Exposições Temporárias II no Atrium do Museu Mineiro.

 Fátima Pena atuação há mais de 40 anos como artista plástica e foi por 26 anos professora de Pintura na Escola Guignard. Participou de mais de 20 exposições individuais e de vários projetos coletivos, revezando na prática do desenho em bico de pena, em grafite, na aquarela, no pastel, na pintura a óleo: uma técnica interferindo na outra, acrescentando à outra, num constante aprender e recomeçar de novo.

 A exposição Fátima Pena – Aquarelas Belo Horizonte consiste em vitrines com aproximadamente cento e sessenta aquarelas originais, em formatos que variam de 4 x 4 cm a 18 x 24 cm e impressões digitais fine art em grandes formatos. A curadoria e o design expográfico é de Guilherme Horta e a produção está a cargo do Studio Anta.

 Os trabalhos foram agrupados segundo afinidades subjetivas, sem o intuito de explicitar quais os locais abordados, pois se trata de uma cidade lúdica, que não quer ser conferida, só existir em paralelo à outra, real. Resgatadas recentemente, algumas dessas aquarelas sofreram uma intervenção em bico de pena e outras foram digitalizadas e impressas em grandes formatos com o intuito de mudar a escala da obra, ampliando sua atmosfera e revelando o traço leve e sutil da artista.

 SOBRE A ARTISTA

 Fátima Maria Ottoni Pinto Ordones Pena nasceu em Teófilo Otoni/MG e desde 1966 reside em Belo Horizonte. A partir de 1974 passou a se dedicar à arte, tendo participado de diversas exposições e atuado como professora de Pintura na Escola Guignard entre 1986 a 2010. A artista é bacharel em Comunicação Social pela UFMG (1970) e tem especialização em Filosofia pela UEMG (2002). Fez cursos artísticos no Atelier Livre de Artes Plásticas (1975/76), na Escola Guignard – Litografia com Lótus Lobo (1979) e – Núcleo Experimental Amílcar de Castro (1980) e durante o Festival de Inverno em Diamantina (1989). Tem obras em Coleções Públicas de instituições como a Fundação Clovis Salgado, o Museu Histórico Abílio Barreto, o Ministério da Aeronáutica, a Universidade Federal de Viçosa, a Acesita e a Universidade Federal do Espírito Santo.

Museu Mineiro reabre Sala das Sessões e recebe novas exposições permanente e temporária

Museu Mineiro reabre Sala das Sessões e recebe novas exposições permanente e temporária

Para celebrar os 120 anos de Belo Horizonte, o Museu Mineiro reabre em 19 de dezembro, às 10 horas, a Sala das Sessões completamente restaurada e apresenta ao público uma nova proposta expográfica de longa duração para sua coleção. A exposição evidencia obras de grandes artistas mineiros exibidas em quatro espaços intitulados: Sala Jeanne Milde, no primeiro pavimento, Sala Honório Esteves, Gabinete e Sala das Sessões, no segundo pavimento.

Fechada há aproximadamente seis anos, a Sala das Sessões teve suas pinturas e parietais e seu forro restaurados, o piso de madeira recuperado e instalada nova iluminação expositiva adequada para destacar o acervo pictórico exibido no local. Da coleção em exposição, destacam-se pinturas clássicas como as seis telas de autoria de Manoel da Costa Ataíde (1762-1830), o quadro A Má Noticia do artista Belmiro de Almeida, pintado em 1897, telas de Aníbal Mattos e de outros expoentes da pintura mineira acadêmica do início do século XX.

No hall de acesso às salas expositivas, o público poderá admirar um conjunto de pinturas parietais, descoberto durante a restauração, sob seis camadas de tinta, provavelmente de autoria de Frederico Steckel, o mesmo artista que atuou no Palácio da Liberdade. São figuras aladas, folhas de acanto e outras ornamentações.

A restauração da Sala das Sessões e do Hall foi viabilizada por patrocínio da CEMIG, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e realizada por técnicos e especialistas da empresa Grupo Oficina de Restauro.

Na entrada do 2º pavimento, está em exposição obras de autoria do pintor natural de Ouro Preto Honório Esteves (1869-1933), com destaque para a obra O Pastor Egípcio e o retrato de Peter Lund. À frente da sala Honório Esteves, foi montada uma pequena galeria de retratos dos monarcas com figuras em óleo sobre tela de Dom João VI, Dona Maria I, Pedro I, Pedro II e o Brasão da família imperial.

No primeiro pavimento, próximo à entrada do Casarão, fica a Sala Jeanne Milde, em homenagem à escultora belga (1900-1997) que chegou a BH em 1929, numa missão pedagógica européia, para trabalhar no ensino de arte e educação. O público poderá apreciar a belíssima escultura  As adolescentes,  as pinturas de artistas renomados no cenário cultural mineiro dentre eles: Guignard, Amilcar de Castro, Márcio Sampaio, Mário Silésio, Érico de Paula, Maria Helena Andrés, Lótus Lobo, Yará Tupinambá, Aurélia Rubião, Inimá de Paula, entre outros.

Para Andrea de Magalhães Matos, Superintendente de Museus e Artes Visuais (SUMAV), a comemoração será intensa: “estamos extasiados, pois o Museu Mineiro voltará a seu esplendor. Foi um trabalho intenso, cuja curadoria, expografia e montagem foi executada pela própria equipe da SUMAV e do Museu Mineiro. Várias obras do nosso acervo que estavam há muito tempo guardadas estão de volta para apreciação do público. As salas restauradas ficaram belíssimas e ainda iremos exibir uma das mais importantes peças do nosso acervo pela primeira vez. Essa surpresa, só quem vier ao Museu Mineiro poderá conferir.”

Entre as novidades para o aniversário de Belo Horizonte, o Museu Mineiro, Arquivo Público Mineiro e Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA) apresentam a mostra “Belo Horizonte – 120 anos: Primeiros Registros”, com mais de cem obras das três instituições, que ficará em exibição na Galeria de Exposição Temporária do Museu Mineiro e na Sala da Memória, dentro do Casarão. A mostra apresentará ao público um panorama da trajetória inicial da cidade por meio de quadros, fotografias, documentos, plantas cadastrais e objetos, com destaque para uma tela retratando o engenheiro construtor Aarão Reis (1853-1936) com o projeto original de BH nas mãos, e uma bonequinha de biscuit que pertenceu à menina Alice, uma das que participaram do primeiro sorteio de lotes da nova capital.

 

Data: 19 de dezembro de 2017

Horário: 10 horas

Local: Museu mineiro – Avenida João Pinheiro, 342 – Belo Horizonte/MG

Horário de Visitação: 3ª, 4ª e 6ª – 10h às 19h | 5ª – 12h às 21h | Sábados, domingos e feriados – 12h às 19h

Entrada: Gratuita

Informações: (31) 3269-1103

Assessoria de Imprensa – Angelina Gonçalves – (31) 3269-1109 |  (31) 98876 – 8987

Museu Mineiro recebe a mostra “Arte para uma cidade sensível”

Museu Mineiro recebe a mostra “Arte para uma cidade sensível”

“Arte para uma cidade sensível” é o nome da próxima exposição temporária do Museu Mineiro. A mostra que será inaugurada no próximo dia 21 de setembro (segunda-feira) tem a  curadoria de Brígida Campbell e a participação de 18 artistas e coletivos de diversas partes do país, apresenta  um panorama da arte realizada no espaço público brasileiro nos últimos anos e possui registros de intervenções, instalações e vídeos. Além da exposição, faz parte da programação, uma série de encontros  e palestras com artistas e profissionais do campo das artes visuais.

O objetivo desta exposição é refletir sobre como essas práticas artísticas se relacionam com as cidades e seus imaginários urbanos, além de analisar os desdobramentos dessas obras no campo simbólico no qual elas estão inseridas. A reunião deste conjunto de obras busca ainda estabelecer uma conexão entre as diferentes percepções acerca do espaço urbano. A proposta é oferecer referências para novos processos de pesquisa artística, ampliando a compreensão sobre o papel da arte no imaginário da cidade e na formação da sensibilidade urbana.

Artistas e coletivos na exposição –  Thislandyourland (Louise Ganz e Ines Linke); Pierre Fonseca; Pisegrama; Trinca SP; Poro; Gia; Grupo Fora; Grupo Empreza; Ronald Duarte; Paulo Nazareth; Filé de Peixe; Vj Suav; Acidum; Jonathas de Andrade; Comum;Frente Três de Fevereiro ; Tupinambá Lambido; Residência Móvel

Sobre a curadora

 Brígida Campbell é artista e professora do curso de graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e tem Mestrado pela mesma escola (2007). Atualmente é doutoranda em Artes Visuais na Escola de Comunicações e Artes da USP (Universidade de São Paulo). É colaboradora do EXA – Espaço Experimental de Arte, em Belo Horizonte [www.exa.art.br]. Como artista já participou de diversas exposições e residências no Brasil e no exterior, como: Brazil Soft Power, Kunsthal KAdE Amersfoort , Holanda; Ein Tag danach, Bunker 101 Colônia; Festival Eletronika, Belo Horizonte; Cidade Gráfica, Itaú Cultural, São Paulo; 3º Bienal da Bahia, Salvador; Arte:Diálogo, CCBB Belo Horizonte; Brasília: (Cidade) [Estacionamento] (Parque) [Condomínio] – Funarte, Brasília; CRio Festival 2012, 2ª Bienal Internacional da Criatividade, Pier Mauá – Rio de Janeiro, RJ; Vizinhos, Vernetzte Kunst in Brasilien, MuseumsQuartier – Viena, Áustria; Festival de San Martin de Los Andes, Argentina; entre outras.

Programação paralela:

 

 ARTE COLABORATIVA NA CIDADE

Workshop com o GIA (Grupo de Interferência Ambiental) (Salvador – Bahia)

Dia 22/09 – sexta – 14h às 18h

Local Galeria de exposições temporárias

15 vagas

 ADOTE UM JARDIM

Workshop com o Grupo Fora – (Florianópolis – SC)

Dia 23/09 – sábado – 13h30 às 19h

Local – Sala do educativo –

15 vagas

 

Bate papo com a artista Louise Ganz

Dia 19/10 – quinta – 19h

Local: Gramado do Museu

Louise Ganz – é artista e arquiteta, tem doutorado pela UFRJ e mestrado pela EBA-UFMG. Desde 2002 trabalha com intervenções coletivas no espaço urbano, repensando o público e o privado. Criou os projetos Perpendicular Hotel Bragança (2002); Amnésias Topográficas (2002/parceria CarlosTeixeira); Lotes Vagos (2005). Em 2003 ganhou o 1º. Prêmio E2: Exploring the Urban Condition – França; em 2004 participou da 9º Biennale di Venezia – Mostra Internazionale d’Architettura, com Teixeira; em 2006 dirigiu documentário M2- construindo espaços públicos temporários (DOCTV3) com Ines Linke; em 2007 apresentou Lotes Vagos no Holcim Forum for Sustainable Construction – Urban Transformation / Shangai e dirigiu vídeo Banquetes (prêmio Petrobrás para curtas em mídias digitais) com Breno Silva, realizando almoços coletivos em espaços públicos. Em 2008 realizam juntos o Conexão Artes Visuais – Lotes Vagos, em Fortaleza. Junto com a Inês Linke forma a dupla Thislandyourland.

 

Bate papo com o artista Mário Ramiro

Dia 23/10 – quinta – 19h

Local: Gramado do Museu

Mario Ramiro – é artista multimídia, formado pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Foi integrante do grupo de  intervenções urbanas 3NÓS3 e participante do movimento da arte e tecnologia no Brasil nos anos oitenta. O conjunto de sua obra inclui a criação de intervenções urbanas, redes telecomunicativas, esculturas, instalações ambientais, fotografia e arte sonora. Participou também dos coletivos Autopsi, Hostilzinhos, Os Macaco e Snervo. É mestre em fotografia e novas mídias pela Escola Superior de Arte e Mídia de Colônia, na Alemanha, e doutor em artes visuais pela Universidade de São Paulo. Trabalha atualmente como professor do Depto. de Artes Visuais e do programa de Pós-graduação da Escola de Comunicações e Artes da USP.

Bate papo com o artista e ativista Daniel Lima

Dia 16/11 – quinta – 19h

Local: Gramado do Museu

Daniel Lima –  é bacharel em Artes Plásticas pela Escola de Comunicação e Artes da USP e Mestre em Psicologia Clínica pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade da PUC/SP e doutorando na ECA-USP. Desde 2001 cria intervenções e interferências no espaço urbano. Próximo de trabalhos coletivos, desenvolve pesquisas relacionadas a mídia, questões raciais e processos educacionais. Membro fundador da A Revolução Não Será Televisionada, Política do Impossível e Frente 3 de Fevereiro. Dirige a produtora e editora Invisíveis Produções.

SERVIÇO

“Arte para uma cidade sensível”

Abertura: Dia 21/09, quinta, às 19h30

Visitação de 22/09 à 26/11

Museu Mineiro, Galeria de Exposições Temporárias

Museu Mineiro recebe a  mostra  “Cartografar, pintar e desenhar Minas Gerais”

Museu Mineiro recebe a mostra “Cartografar, pintar e desenhar Minas Gerais”

Com curadoria da historiadora Junia Ferreira Furtado (UFMG), o Museu Mineiro recebe a partir do dia 9 de julho a exposição Cartografar, pintar e desenhar Minas Gerais, cujo acervo apresenta a evolução cartográfica da representação de Minas Gerais, de capitania a província, nos séculos 18 e 19. A transformação da região foi registrada em mapas manuscritos, mostrando a dinâmica de sua expansão territorial e crescente população (do centro para o exterior). Três áreas separadas evoluíram: a região do ouro (centro), a região do diamante (nordeste) e os sertões, ainda ocupados pelos índios (leste e oeste).

A exposição Cartografar, pintar e desenhar Minas Gerais, em exibição no Museu Mineiro: Olhares sobre o globo e sobre o Brasil, no Centro Cultural Minas Tênis Clube e Belo Horizonte e a Cartografia de uma Cidade Planejada, no Museu Histórico Abílio Barreto integram a mostra inédita O Desafio Cartográfico do Novo com acervos de documentos raros vindos de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Cerca de 350 mapas, plantas, manuscritos e outros grandes tesouros da cartografia mundial, tendo como foco o Brasil serão exibidos nas exposições. A mostra permite que o público conheça um panorama raríssimo com um conjunto de documentos com informações de toda natureza – geográfica, territorial, natural, humana e etnográfica – da História do Brasil.

As obras das exposições pertencem a instituições como a Fundação Biblioteca Nacional, Arquivo Público Mineiro, Instituto Cultural Amilcar Martins, Instituto de Estudos Brasileiros (USP), Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Setor de Obras Raras e Especiais (UFMG) e coleções particulares. Essa é a primeira mostra que trata de toda a evolução da representação cartográfica do Brasil e de Minas Gerais, exibindo acervos nunca antes reunidos. Destaca-se, também, o conjunto de documentos cartográficos associado à construção da capital mineira que, pela primeira vez, são apresentados em conjunto.

Desafio Cartográfico do Novo: Cartografar, pintar e desenhar Minas Gerais

09 de Julho a 10 de Setembro

Horário de Funcionamento
Terça à sexta: 10h às 19h
Quinta-feira: 12h às 21h
Sábado e domingo: 12h às 19h.
Telefone: (31) 3269-1103

Museu Mineiro recebe atividades do FIF 2017

Museu Mineiro recebe atividades do FIF 2017

O Museu Mineiro recebe em suas dependências duas importantes atividades do Festival Internacional de Fotografia 2017, que acontece entre os dias 25 e 30 de julho, em Belo Horizonte. O espaço integrante do Circuito Liberdade serve de palco para uma mostra de fotografia e leitura de portfólios durante o evento. Para ambas as atividades, a entrada é franca.

No dia 20 de julho (quinta-feira) será inaugurada a Mostra Internacional de Fotografia, que ficará em exibição na Galeria de Exposições Temporárias do Museu até o dia 10 de setembro. A exposição terá como base a produção contemporânea da imagem fotográfica em seu campo expandido e suas mídias relacionadas, com a participação de artistas brasileiros e estrangeiros selecionados por meio de uma convocatória internacional realizada pela curadoria do FIF-BH. A Grande Mostra Internacional tem por objetivo trabalhar as diferentes formas de manifestação poética e processos criativos que se utilizam do recurso fotográfico.

No dia 28 de julho (sexta-feira) acontece a Leitura de Portfólio, atividade de formação de fundamental importância comum em festivais de fotografia. Esse tipo de atividade ajuda fotógrafos e curadores a se conhecerem, trocarem experiências, referências e contatos. Os leitores auxiliam os fotógrafos no desenvolvimento de seus trabalhos, possibilitando o direcionamento das propostas e pesquisas apresentadas, contribuindo para uma maior profissionalização do participante. O evento acontece entre 10h e 16h.

Em sua 3ª edição, o FIF-BH reúne um grupo experiente de curadores, críticos, diretores de instituições, professores, artistas e pesquisadores de diversas partes do mundo para a realização desta atividade, no intuito de estimular o surgimento de novas redes de produção e aproximação criativa no campo da imagem.

Sobre o FIF – O Festival Internacional de Fotografia de Belo Horizonte é uma ação cultural bienal que promove o diálogo entre a produção fotográfica de diferentes países, bem como o encontro entre a fotografia e outros meios de expressão criativa. Tem como proposta transformar a cidade de Belo Horizonte, pelo período de dois meses, em um polo de convergência para a discussão e reflexão sobre a produção da imagem fotográfica no Brasil e no mundo, por meio de palestras, debates, exposições, workshops, leituras de portfólios, apresentação de artigos acadêmico, projeções em espaços públicos, mostra de livros e pela realização de uma maratona fotográfica.

 

Festival Internacional de Fotografia – FIF BH 2017-07

Mostra Internacional de Fotografia

Galeria de Exposições Temporárias

Período - 20 de julho a 10 de setembro de 2017-07

Visitação – 3ª, 4ª e 6ª – 10h às 19h |5ª – 12h às 21h| Sábados, domingos – 12h às 19h

Entrada Gratuita 

 

Museu Mineiro – Avenida João Pinheiro, 342 – Funcionários

Informações: (31) 3269-1103

Museu Mineiro recebe a mostra “De ter vivido por um fio ao redor do mundo”

Museu Mineiro recebe a mostra “De ter vivido por um fio ao redor do mundo”

Exposição integra as atividades do Projeto Arte Loucura do Circuito Liberdade durante a 15ª Semana de Museus

A 15ª Semana de Museus traz um tema provocador ao propor “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus”. Em consonância ao tema e à dupla oportunidade do dia 18 de maio, dia Internacional dos Museus e dia Nacional da Luta Antimanicomial, os espaços do Circuito Liberdade recebem uma programação completa em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, IEPHA e Prefeitura de Belo Horizonte. Trata-se do projeto Arte e Loucura do Circuito Liberdade, cuja abertura aconteceu na quinta-feira, 11 de maio, às 19h, no Museu Mineiro (Avenida João Pinheiro, 342). Na ocasião o público apreciou  a apresentação do show da banda Block Loki. Toda a programação é gratuita. A abertura contará com a presença de autoridades municipais e estaduais.

O Museu Mineiro acolhe, a partir do dia 12 de maio, a mostra “De ter vivido por um fio ao redor do mundo” que exibe pela primeira vez uma seleção de obras produzidas nas oficinas de arte dos Centros de Convivência da Política de Saúde Mental de Belo Horizonte e, em diálogo com a mostra, o Programa Educativo convida os artistas participantes a ministrarem oficinas para o público visitante. São desenhos, pinturas, bordados, cerâmicas, mosaicos e vídeos. Uma oportunidade de conhecer as controvérsias da história, o protagonismo dos portadores de sofrimento mental, a beleza das conquistas e a delicadeza de suas obras.

A exposição e os encontros com os artistas têm por objetivo levantar questões sobre uma cidade que nos anos 80 ainda experienciava um cenário manicomial, privando os sujeitos portadores de sofrimento mental de seu próprio território, sua história, sua identidade, sua cidadania. Hoje, vividas as reformas psiquiátricas, podemos vislumbrar um trabalho e resistência sensível que busca o caminho oposto de outrora: aproximar, apropriar, conviver, criar, reinventar, viver. A presença dos Centros de Convivência nos espaços formais da arte reforça, para além do indizível do sofrimento, a obra e seus sujeitos-criadores, sujeitos e histórias que marcaram a reforma psiquiátrica.

A exposição no Museu Mineiro é bastante significativa. Há 20 anos, o museu recebeu a exposição “O olho pesca” com uma seleção da produção dos artistas dos Centros de Convivência. Tratava-se da primeira exposição de artes visuais realizada por uma rede de atenção que ainda ensaiava seus primeiros passos. O retorno ao mesmo museu, com uma nova exposição, não só se apresenta como uma excelente oportunidade para celebração do caminho percorrido e das conquistas obtidas ao longo deste percurso, mas também para reafirmar, junto à comunidade, a capacidade do portador de sofrimento mental em participar ativamente da vida em sociedade, e demonstrar o potencial do trabalho que é desenvolvido, principalmente, no campo da arte.

A mostra “De ter vivido por um fio ao redor do mundo”, tem entrada gratuita e ficará em exibição na Galeria de Exposições Temporárias do Museu Mineiro até o dia 9 de julho de 2017.

Os encontros com os artistas acontecem as terças e quintas-feiras, de 14h às 16h, de 23 de maio a 30 de junho. Para mais informações entrar em contato pelo telefone (31) 3269-1103.

“Arte e loucura no Circuito Liberdade” é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, com parceria do Circuito Liberdade, IEPHA e Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais.

Museu Mineiro